domingo, 28 de dezembro de 2008

MULHER DE VALOR


Neste estudo bíblico, vemos o valor de uma mulher em particular no serviço de Deus: Dorcas.2 Leia Atos 9:36–39. Dorcas tinha um grande amor por Deus. Ela dedicava tempo à oração e ao estudo da Bíblia. Do seu amor a Deus veio um grande amor por outras pessoas. Repare que ela sempre ajudou os pobres, não apenas quando tinha tempo e recursos, mas sempre. Qual é o nosso ministério? Deus o chamou para fazer o quê? Quem se beneficia com nosso trabalho? Nós mesmos, nosso orgulho ou outros? Estas perguntas não são fáceis de serem respondidas. Dedique um pouco de tempo pensando em seu ministério. Leia Atos 9:40–42. Deus levantou Dorcas dos mortos pela sua compaixão pelas pessoas que lamentavam sua morte. Ele usou Pedro para trazê-la de volta à vida porque as mulheres que eram suas amigas sentiam muito a falta dela. Os seus amigos eram os pobres, as viúvas. Quando sairmos de nossa região para um novo trabalho, as pessoas se sentirão felizes ou tristes? Quem vai chorar se morrermos? Assim como Dorcas, a mulher que iniciou o Ministério Dorcas em Lusaka, Zâmbia, foi também condenada à morte. Ela descobriu que estava infectada com o HIV. Ela ficou muito fraca para continuar seu trabalho como professora. Deprimida e confusa, se voltou para Deus para receber orientaçao d’Ele. Através d’Ele ela foi ‘levantada’ apesar de sua doença. Ele a restaurou com uma nova vida. Ele lhe deu um interesse por um ministério de tempo integral com mulheres pobres. Hoje, através da visão desta senhora, o Ministério Dorcas tem 20 membros que trabalham junto a mulheres pobres, algumas com AIDS/SIDA, ensinando atividades profissionalizantes, provendo amor e compaixão. Leia 1 Tessalonicenses 1:3. Que esta possa ser a nossa oração por aqueles no Ministério Dorcas em Lusaka, e por grupos semelhantes ao redor do mundo e por nós mesmos. (A jovem viúva criativa) “Quando irmãos morarem juntos, e um deles morrer, e não tiver filho, então a mulher do falecido não se casará com homem estranho, de fora; seu cunhado estará com ela, e a receberá por mulher, e fará a obrigação de cunhado para com ela. E o primogênito que ela lhe der será sucessor do nome do seu irmão falecido, para que o seu nome não se apague em Israel. Porém, se o homem não quiser tomar sua cunhada, esta subirá à porta dos anciãos, e dirá: Meu cunhado recusa suscitar a seu irmão nome em Israel; não quer cumprir para comigo o dever de cunhado. Então os anciãos da sua cidade o chamarão, e com ele falarão; e, se ele persistir, e disser: Não quero tomá-la; Então sua cunhada se chegará a ele na presença dos anciãos, e lhe descalçará o sapato do pé, e lhe cuspirá no rosto, e protestará, e dirá: Assim se fará ao homem que não edificar a casa de seu irmão; E o seu nome se chamará em Israel: A casa do descalçado.” (Deuteronômio 25.5-10). Como se vê nos versículos acima, os Hebeus tinham um costume que garantia a proteção das jovens viúvas, visto que naquela época, para sobreviver, as mulheres precisavam de terra e de filhos para garantir a sua velhice. Quando uma jovem ficava viúva, era dever do cunhado coabitar com ela para que este desse continuidade à descendência de seu irmão. Porém, Onã não estava disposto a cumprir com seu dever de cunhado, é o que se vê em Gênesis, no capítulo 38 versículos 9: “Onã, porém, soube que esta descendência não havia de ser para ele; e aconteceu que, quando possuia a mulher de seu irmão, derramava o sêmen na terra, para não dar descendência a seu irmão.“ Ele agia desta forma porque se Tamar engravidasse teria alguns riscos financeiros, visto que sua propriedade seria dividida com o novo herdeiro. Como se já não bastasse a tristeza da viuvez, Tamar ainda teria que supotar o cunhado, que só estava interessado em usá-la para saciar suas necessidades da carne! Mas Deus, o qual tem por atributos naturais: a) A onipotência (tem todo poder em Suas mãos); b) A onipresença (poder de estar em todos os lugares ao mesmo tempo) e c) A onisciência (sabe de tudo - nada está oculto aos Seus olhos) Pois bem, Deus não se agradou da atitude de Onã e, por causa de sua ganância, o levou à morte. (Gênesis 38.10). Passaram-se alguns anos e, Tamar, percebendo que seu sogro Judá (filho de Jacó) não permitiria que seu outro filho (o único ainda vivo) a ajudasse; ela, então, planejou para que o seu sogro lhe engravidasse; disfarçando-se de prostituta, a qual, após o ato efetuado tomou o cuidado de “guardar” o selo, o cordão e o cajado de Judá, os quais mais tarde serviram para povar a paternidade da criança. (Gênesis 38.24-25). O homem reconhece seu erro de privá-la de ter uma família: “… Mais justa é ela do que eu, porquanto não a tenho dado a Selá meu filho…“(Gênesis 38.26). Tamar deu à luz a gêmeos: Perez e Zerá. Perez aparece em diversas genealogias, inclusive na linhagem do rei Davi e de José (pai de criação de Jesus). Com esta mulher, podemos aprender que depois que a dor do luto tiver passado, é necessário levar a vida à diante. Tamar é prova disso, pois além de se preocupar com seu próprio futuro, precisou de ânimo e disposição para criar seus dois filhos. A Palavra de Deus nos diz: “O simples dá crédito a cada palavra…” (Provérbios 14.15). Quem era Hagar? Hagar não é muito conhecida do grande público. Se a Bíblia fosse uma novela, ela faria parte daquele grupo de personagens coadjuvantes, que passa toda a história na sombra dos personagens principais. Esses personagens de segunda linha nunca têm a sua história muito bem contada, ficam sempre em segundo plano. Mas sem eles não haveria história. Mas, de vez em quando, um desses personagens que falam pouco se destaca por sua participação na trama e o grande público começa a conhecê-lo melhor. Hoje, Hagar, que sempre apareceu em letras pequenas no final da lista de créditos, vai ser o personagem principal de um documentário sobre sua vida. Hagar era uma jovem natural do Egito. Ela aparece pela primeira vez na bíblia no capítulo 16 do livro de Gênesis. Hagar era apenas a escrava de Abraão, um homem muito rico, e de sua esposa, Sara. Abraão e Sara eram nômades. Eles não tinham residência fixa. Iam de lugar em lugar procurando pasto para os seus rebanhos e água pra beber. Quando Hagar entra em cena, Abrão e Sara eram os personagens principais. Fazia 10 anos que eles haviam saído da cidade deles, Ur dos Caldeus, e estavam morando em uma região chamada Canaã. A escrava natural do Egito, trabalhava para patrões naturais da Caldéia e morava na região de Canaã. Hagar estava há pelo menos 10 anos longe de casa, da família e de sua terra natal. Fico imaginando quantas vezes na vida nós nos encontramos exatamente como Hagar: Longe da família, dos amigos de infância, da cidade em que nasceu. Um outro sotaque, outros costumes… Nem sempre é fácil lidar com isso! Mas se algumas vezes a distância é física, outras vezes ela é emocional: Moramos na mesma cidade, visitamos a família no final de semana, mas nos sentimos como quem está vivendo longe de casa. Também não é fácil lidar com isso. Hagar era uma escrava. Ela servia pessoalmente a Sara, uma mulher muito rica. Para chegar a essa posição Ela precisou conquistar a confiança de sua patroa, pois era uma posição de destaque dentre os empregados de Abraão. Hagar deve ter demonstrado competência ao desempenhar suas funções e um temperamento cordato e submisso. A escravidão era uma prática comum na antiguidade. Embora privar outro ser humano de sua liberdade tenha sido sempre algo inaceitável, a condição dos escravos no antigo oriente não pode ser comparada com a crueldade a que foram submetidos negros e índios nas Américas. Em várias circunstâncias, no antigo oriente, os escravos eram tratados como membros da família; era perfeitamente possível a um escravo comprar sua liberdade; a eles era dado o direito de possuir propriedades (inclusive outros escravos) e realizar negócios. A Promessa Como todo personagem coadjuvante, quando Hagar aparece no capítulo 16 de Gênesis a história já havia começado. É bom que se dê uma olhada nesse começo. Abraão saiu da cidade de Ur, na Caldéia, porque ele atendeu um chamado de Deus. Abraão creu na promessa feita pelo Senhor de que a descendência dele se tornaria uma grande nação. Deus afirmou, inclusive, que alguns dos descentes de Abraão seriam reis. Além disso, Deus disse que os filhos, netos e bisnetos dele teriam uma terra onde habitariam para sempre. Alguns detalhes: · Deus não disse onde era a terra. Disse apenas para Abraão a sair de Ur com a sua família; · Abraão e Sara, até aquela altura não tinham filhos. · Abrão tinha 75 anos quando atendeu ao chamado de Deus e Sara, sua esposa, 65. Dez anos se passaram e nada acontecia. Nenhum filho para começar a descendência prometida. Então Deus chama Abraão e diz: - Abraão, eu lhe darei muito mais bens do que você já tem. Abrão responde: - Pra quê, Senhor, se eu não tenho herdeiros? Se tudo o que tenho será herdado pelo meu servo, Eliezer? Mas Deus reafirma suas promessas e reanima Abraão dizendo que ele terá não só um herdeiro mais será o pai de uma grande nação. O Arranjo A essa altura, Abraão tinha 85 anos e Sara 75. Há algum tempo ela já havia entrado na menopausa e Abraão não estava exatamente em pleno vigor sexual. Sara resolve dar um “jeitinho” para que a promessa do Senhor se cumpra. Segundo o costume da época, Ela autoriza e incentiva Abraão a dormir com uma escrava para que o filho gerado por essa relação pudesse ser o herdeiro legítimo do casal, e assim iniciar a descendência prometida por Deus. O jeitinho brasileiro é conhecido por todo mundo. O sujeito se aposenta sem ter direito, faz um retorno na rua que não pode, ganha salário sem trabalhar, vende ambulância pelo dobro do preço, recebe doação de bandido, se livra de uma multa de trânsito e compra um DVD da Cassiane por R$ 5,00. A questão é só dar um “jeitinho”. No final, tudo é a bênção de Deus. Se ele está por nós, quem será contra nós? A barriga de aluguel escolhida por Sara foi Hagar. Mulher, escrava, estrangeira… Não cabia a ela decidir nem sobre seu próprio corpo. Mesmo que não quisesse, seria obrigada a dormir com o patrão para gerar um filho que não seria seu. Ser privado da própria liberdade é terrível. Quantas vezes nós mesmos já não nos sentimos como Hagar: obrigados a fazer algo que não queremos. Sequer nossa opinião é pedida, apenas a ordem é dada. Como Hagar, muitas vezes cumprimos um papel que não gostaríamos de fazer. Como é difícil lidar com essas situações, não? Para que o arranjo que Sara bolou pudesse dar certo, era preciso, de acordo com os costumes da época, que Hagar fosse promovida. E ela foi. A própria Sara promoveu a escrava para a posição de segunda mulher de Abrão. Para entender um pouco melhor essa situação é preciso lembrar que uma das principais funções das mulheres na sociedade patriarcal era gerar filhos. Assim, uma mulher que não pudesse gerá-los sentia-se uma pessoa de 2ª categoria e era quase rejeitada social e religiosamente. Uma vez que os filhos eram reconhecidos como bênçãos de Deus, quem não os tinha é porque não tinha a benção de Deus. Outra informação que pode ajudar é saber que os filhos eram muito importantes em uma sociedade que dependia do trabalho braçal para comer e proteger-se. Assim, era comum que homens ricos tivessem mais de uma esposa para ter muitos filhos e aumentar a família. Assim, o filho que seria gerado no ventre de Hagar seria contado como de fosse de Sara. E aí a família que Deus prometera para Abraão poderia começar. A Disputa Imagine o quadro: Abrão agora tem duas mulheres: Sara e Hagar. · Sara era conhecida em toda parte por sua beleza e lealdade ao marido, mas era estéril; · Hagar talvez nem fosse tão bela e era uma escrava, mas era bem mais jovem; · Sara carregava consigo o preconceito do útero vazio; · Hagar carregava consigo sua condição de estrangeira e escrava; · Ambas eram mulheres em um mundo de homens; · Ambas, agora, tinham o mesmo marido. Acontece o esperado. Hagar fica grávida. Imagino que nenhuma das duas sabia exatamente o que estava sentido quando recebeu a notícia. Sara deveria ficar alegre. Afinal, o plano dela havia funcionado. Ela tinha ajudado o Senhor a cumprir sua promessa. Se fosse hoje, talvez Sara dissesse: É de Deus!! Hagar passava por uma tempestade de sentimentos: alegria por saber que não estéril como sua patroa; expectativa sobre sua nova posição de esposa; apreensão pela consciência de que o filho que estava em suas entranhas não seria seu. Quantas vezes você já se sentiu como Hagar: confusa sobre seus sentimentos? Não se pode dizer a qualquer sentimento para não aparecer. Não dá para escolher o se vai sentir. Mas é possível escolher como lidar com os sentimentos que aparecem. As reações foram inesperadas. A escrava Hagar, que deveria cumprir seu papel com gratidão e discrição, começa a desprezar sua patroa. Em bom português, Hagar resolveu tirar uma “casquinha” de Sara. A esposa rica e bonita não podia ter filhos, mas a escrava estrangeira agora estava grávida do patrão. Gracejos… Piadinhas entre os empregados… Um carinho na barriga na frente da patroa… Reclamações de enjôo e indisposição… Hagar estava dando o troco. E você? Já deu o troco para a Sara da sua vida? Quando a se foi explorado, usado ou maltratado por alguém, parece que justifica dá o troco, né? Veja só: Sara era rica e bonita. Cheia de servos, não precisava fazer nada e ainda tinha um marido que a amava profundamente. Já a coitadinha da Hagar era pobre, não tinha tempo para se cuidar e estava longe da família. Parece com aquelas cenas de novela: É isso aí, Hagar! Mostra para Sara quem é a poderosa! Mas Hagar não mediu bem seu poder de fogo. Sara era a esposa amada de Abraão, companheira de longos anos e apoiadora fiel. Sentindo-se desprezada pela escrava recém promovida a esposa, Sara vai direto para Abrão e diz: “Você é que deveria passar a vergonha que eu estou passando! Entreguei a minha criada a você… Dei a ela a honra de ser sua mulher… E veja agora o que aconteceu: Ela me despreza! O Senhor julgue este caso entre nós.” Sara jogou todo o peso de sua posição. O resultado foi líquido e certo. Abraão entregou Hagar nas mãos de Sara para que ela fizesse o que achasse melhor. Segundo os costumes da época, Hagar não poderia mais ser mandada embora. Sara, então, inicia uma batalha pessoal contra a ex-escrava. Ela torna a vida de Hagar bem difícil: tira os privilégios de esposa e lhe devolve a condição de escrava… Coloca Hagar para fazer trabalhos mais pesados… Conta entre os empregado piadinhas sobre os egípcios… Enfim, ela inferniza a vida da escrava até que, sem suportar as humilhações, ela foge para o deserto. Com certeza você já passou por situações em que se sentiu humilhado. O preconceito em nosso país é como fogo de palha: a gente só vê a fumaça. Humilhado por que é negro… Humilhada porque tem o cabelo ruim… Humilhado porque tem o nariz grande… Humilhada pelos quilos a mais… Humilhado porque falta um dente… Humilhado porque nasceu no interior… Humilhado porque a família é pobre… Humilhado porque gosta de música brega… Humilhado porque é nordestino… Humilhada porque é mulher… Humilhada porque não tem filhos… Humilhada porque ainda não casou… Como você reage a tudo isso? Hagar. Mulher, escrava, estrangeira, grávida e rejeitada. Emocionalmente, ela estava no fundo do poço. Como muitas mulheres, ela correu para a casa da mãe. O deserto apenas estava no caminho. Foi nessa situação, fugindo de tudo e de todos, que Hagar encontrou o Senhor. O Primeiro encontro No meio do deserto, provavelmente chorando e lamentando por sua vida desgraçada, pelo sofrimento e pelo abandono em que se sentia, a escrava egípcia ouve uma das palavras mais agradáveis de se ouvir: seu próprio nome. Hagar. Meus irmãos, minhas irmãs, Deus nos conhece pelo nome. Ele sabe quem somos. Ele nos vê quando a sensação de inadequação toma conta de nós, e Ele nos chama pelo nome. Ouça a voz do Senhor! Mesmo quando a dor da humilhação é imensa ao ponto de eu mesmo me rejeitar… Quando fugimos em busca de um lugar seguro porque nada nem ninguém parece nos acolher… O Senhor nos chama pelo nome. Ele sabe quem você é. Em seguida, Hagar é confrontada com sua real situação: serva de Sara. Hagar não deveria fugir dessa realidade, mas aprender a enfrentá-la. Por mais dolorido que fosse, era a verdade. Ela era uma das servas de Sara. A fuga sempre é um recurso disponível. Se eu não gostei da pessoa, eu fujo; se sou impaciente, eu fujo; se eu me senti rejeitado, eu fujo; se o trabalho é difícil, eu fujo; se o chefe é duro, eu fujo; se é difícil cuidar dos meninos, eu fujo; se a ira me consome, eu fujo; se a esposa é fria, eu fujo; se o marido é grosso, eu fujo; Nem sempre é ir pra longe, às vezes é apenas fugir para dentro de si mesmo. Depois disso, Hagar é levada a refletir sobre sua própria vida: De onde vens e para onde vais, Agar? Essa é uma pergunta Chave. Quais os propósitos da sua vida? Quais seus objetivos? O que lhe motiva a viver, Hagar? Hagar, que estava consumida em sua própria dor, em seu abandono. É chamada a pensar sobre a trajetória da sua vida. Nem sempre é fácil fazer isso. Às vezes, o passado nos consome; outras vezes o futuro nos amedronta. Talvez ainda soluçando, Hagar tem a coragem de pintar seu auto-retrato: sou Hagar, escrava, egípcia, e fujo da presença de Sara, minha senhora. Não feche os olhos quando o Senhor colocar o espelho diante de você. Ele quer que você enxergue sua real situação e assim como Hagar reconheça a trajetória da sua vida e onde você está. Quão difícil dever ter sido para ela admitir tudo isso! Mas foi o ponto de partida. Se ela não tivesse tido a coragem para se olhar no espelho, nada mais teria acontecido. Depois disso, Hagar recebe uma orientação no mínimo estranha: Volte para a sua senhora, submeta a ela. Talvez fosse razoável que o Senhor lhe dissesse: Hagar, realmente foi um absurdo o que Abraão, e principalmente Sara, fez com você. É uma injustiça e eles vão pagar caro por isso. Aí Hagar, voltaria como uma justiceira de si mesma trazendo castigo pra todo mundo. Diante da cara de espanto que Hagar fez ao ouvir as orientações, o Senhor explicou os detalhes. Ele não vê apenas os patrões ricos de Hagar. Realmente não era através do filho de Hagar que Deus cumpriria a promessa feita a Abraão, mas o menino no ventre de Hagar não seria esquecido. Havia um plano para ele. De repente, aquilo que Hagar estava vivendo, a sua dor, a humilhação pela qual havia passado, tudo seria usada para construir o futuro. Deus tinha um plano. Agar e seu filho faziam parte deste plano. O menino deveria se chamar Ismael. Ele também seria pai de uma grande nação. De sua descendência surgiriam doze príncipes. Um povo comparado a jumento selvagem, indomável de relacionamento pouco amigável com estranhos. Além disso, a grande nação descendente de Ismael estaria sempre perto do restante da família de seu pai. Deus constrói o futuro que ele deseja a partir de você. Isso quer dizer que a sua vida faz parte daquilo que o Senhor está realizando. Por isso, antes do desespero ouça o que diz o apóstolo Paulo sobre a questão: “… todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus; daqueles que são chamados segundo o seu propósito”. (Romanos 8:28)